Compras online transformam vendas de perecíveis
Maior parte das compras de FLV acontece por impulso, mas varejo digital diminui esse fator de consumo. E agora? O avanço das vendas online de supermercados deverá continuar a mudar a forma como o varejo lida com alimentos perecíveis. Isso porque embora o digital coloque o lojista frente a frente com o cliente a qualquer momento, a experiência de compra e a jornada de consumo são bem diferentes de uma visita a uma loja. “Tradicionalmente, 80% das vendas de perecíveis acontecem por impulso. O cliente vê que uma fruta está bonita e decide comprar na hora. Mas isso não acontece online”, afirma Bruce Peterson, CEO da consultoria Peterson Insights. “Comprar alimentos sempre foi uma experiência emocional e subjetiva”, complementa. Segundo o consultor, a tendência é que as áreas de FLV dos supermercados tenham menos itens no futuro, tanto no digital quanto no ambiente físico. Por outro lado, novas soluções de embalagens simplificarão a coleta e separação de produtos para delivery no ponto de venda. “Acredito que produtos sazonais se tornarão um negócio boutique, desenvolvido por players especializados. Já…[+]
Faturamento das compras online supera R$ 150 bilhões em 2021, revela ABComm
Entidade constata que a consolidação do e-commerce é uma realidade na vida dos brasileiros e a tendência de crescimento segue aquecida A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) traz as expectativas para o e-commerce em 2022 e apresenta um balanço das vendas on-line em 2021. No ano passado, o mundo continuou a se adaptar à nova realidade que a pandemia estabeleceu para o consumidor. Desse modo, o crescimento do e-commerce chegou à marca de 19%. Já para este ano, a projeção é que o setor mantenha o crescimento gradativo e atinja os 12%. O novo coronavírus transformou o mundo, e com o Brasil não foi diferente. As restrições se mantiveram por algum tempo em 2021, mas o varejo físico viu a retomada gradativa de suas atividades ao passo que a vacinação avança. O cenário trouxe para o e-commerce um faturamento de R$ 150,8 bilhões. Para 2022, espera-se que o setor arrecade R$ 169,5 bilhões. O número de consumidores no comércio eletrônico também deve aumentar de 79,8 milhões (2021) para 83,7 milhões (2022). Já o ticket médio deve crescer de R$ 450 para R$ 460. Para o ano…[+]
Desempenho do varejo deve ser negativo no 1º trimestre
Segundo dados da pesquisa de intenção de compra, as projeções do varejo ampliado indicam queda de 2,22% para o 1º de 2022, em relação ao mesmo período do ano passado O desempenho do varejo nacional deve ser negativo no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Consumo (Ibevar), sobre as vendas no período. Segundo dados da pesquisa de intenção de compra, as projeções do varejo ampliado indicam queda de 2,22% para o primeiro trimestre de 2022, em relação ao mesmo período do ano passado. Já em comparação ao trimestre anterior, observa-se baixa de 0,35%. De acordo com a pesquisa essa queda deve ser sustentada pelas categorias de materiais de construção (-5,05%); móveis e eletrodomésticos (-3,73%); escritório, informática e comunicação (-3,61%); combustíveis e lubrificantes (-2,56%); livros, jornais, revistas e papelaria (-0,88%) e hipermercados e supermercados (-0,58%). Segundo o economista e presidente do IBEVAR, Claudio Felisoni de Angelo, esse resultado é um importante alerta para a…[+]
Entenda por que o medo da inflação pode gerar mais inflação nos supermercados
Se o consumidor acredita que os preços vão subir amanhã, ele compra tudo o que pode hoje. Mas o aumento da procura por um produto gera aumento de preço, mais inflação, e o Brasil é especialista nesse assunto Um fenômeno comum na economia brasileira encontra explicações na psicologia. É o mecanismo do comportamento humano que faz com que a inflação acabe alimentando mais inflação. Um olhar atento pelos corredores dos supermercados nota que estamos mudados pela inflação. “Em períodos como esse, você vende muito mais produtos de baixo valor agregado. Produtos de primeiro preço, que é uma forma do cliente também defender a sua renda, para que o seu salário continue com o poder de renda que tinha antes. Então, ele leva um volume maior e de produtos mais baratos”, explica Luiz Carlos Araújo, diretor regional do Assaí. Pode parecer contraditório encher o carrinho de compras inconformada com os preços.“Cada dia mais os preços estão um absurdo. Arroz, feijão, óleo, que é o que mais sobe hoje em dia. Coisa…[+]
Índice de Preços dos Supermercados (IPS) registra desaceleração na cesta dos derivados das carnes e da batata
Considerado um mês com alta no preço de alguns alimentos devido ao elevado consumo ocasionado pelas festas de fim de ano, dezembro apresentou inflação de 1,03% no Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). No período de janeiro a dezembro, o IPS registrado foi de 10,21%. O aspecto positivo é a redução de itens que integravam uma cesta de produtos inflacionados ao longo do ano, como as carnes. No caso dos derivados das carnes, ocorreu uma redução de 1,03% no mês, já que a cadeia produtiva não foi afetada pela demanda das compras das ceias natalinas e de Réveillon. Itens como peito de peru, presunto, toucinho defumado, empanados de frango e pertences de feijoada contribuíram para a deflação do índice geral dessa categoria. Dentre os hortifrutigranjeiros (produtos in natura), os tubérculos tiveram redução de 2,01% e de 9,07% no acumulado do ano, puxada principalmente pela batata, que deflacionou 19,62% no mês e 29,43% no ano. A queda no preço foi…[+]
Perecíveis são chave para crescimento dos supermercados
Estudo da Deloitte mostra que redes americanas vão investir no aumento da área de vendas e em um maior sortimento de alimentos frescos em 2022 As vendas de alimentos perecíveis e refeições prontas nos supermercados americanos continuaram em alta em 2021 – e bem acima dos níveis pré-pandemia – apesar da recuperação do setor de foodservice. Isso não significa, porém, que não existam desafios a serem superados pelo setor neste novo ano. Um estudo realizado pela Deloitte mostra que a maioria das redes de supermercados considera as categorias de alimentos frescos como essenciais na estratégia de crescimento das vendas nos próximos três anos. O levantamento, que ouviu empresas que respondem por mais de 20% do total de lojas no varejo de alimentos dos Estados Unidos, indica que, para os executivos das empresas, a tendência de comer em casa continuará em alta mesmo depois do fim da pandemia. Para aproveitar as oportunidades, as redes de supermercados estão investindo no aumento do espaço nas lojas para itens frescos, na ampliação do sortimento da categoria e…[+]
