Em Coronavírus, Destaque, Economia, Notícias · 29 maio 2020

Fonte: Empreender em Goiás

Pesquisa on-line realizada pelo Sebrae aponta que 93% das pequenas empresas goianas fecharam as portas temporariamente ou alteraram sua forma de funcionar por conta da pandemia do novo coronavírus. Com a crise, o faturamento mensal diminuiu 58% para quase a totalidade dos pesquisados (89%) e para manter a empresa funcionando, pedir empréstimos é visto como alternativa para 60% dos empreendedores.

O estudo faz parte terceira edição da pesquisa “O impacto da pandemia do coronavírus nos pequenos negócios”, realizada de 30 de abril a 5 de maio. A amostra em Goiás, que abrangeu 296 empresas, aponta ainda que quase metade dos empresários (46%) acredita que vai demorar até seis meses para a situação econômica voltar ao normal.

Empréstimos

Mesmo com as medidas facilitadoras dos governos estadual e federal para concessão de crédito, apenas 15% dos empresários goianos conseguiram empréstimo. Quase a totalidade deles busco empréstimos em bancos (90%), mas o pedido foi negado para 65% e outros 20% ainda aguardam resposta. Falta de garantias/avalista e taxa de juros foram os motivos mais citados para a negativa do crédito.

“Uma das principais queixas dos empresários tem sido de fato o acesso a crédito e em Goiás não é diferente. Alguns motivos que percebemos estão relacionados a um distanciamento entre o anúncio das medidas, que já levam os empresários a buscarem o crédito, e o momento em que de fato a linha esteja disponível e o processo funcionando”, explica Francisco Lima Júnior, coordenador de gestão estratégica do Sebrae Goiás.

De acordo ele, os trâmites internos dos diferentes agentes financeiros também passam por reestruturação e adaptação às novas condições e aumento no volume de atendimento. “Sobre crédito, o Sebrae Goiás tem trabalhado (além do Fampe) com consultorias individualizadas via atendimento on-line agendado, cursos EAD gratuitos pelo www.sebrae.com.br, lives e webnares sobre o tema e diversas orientações”, esclarece Francisco.

Apoio

A instituição disponibilizou equipe de especialistas para apoiar as empresas nesse momento. “A conversa com especialistas podem se agendadas quantas vezes forem necessárias para orientar o empresário desde as questões financeiras que precisam ser consideradas antes da tomada de crédito, apresentação das opções disponíveis, até o apoio no preenchimento de formulários e documentações necessárias”, explica Francisco. Para o coordenador estratégico, essa é uma ação importante para que o processo chegue ao agente financeiro mais estruturado e que o acesso ao crédito seja uma decisão consciente.Em Goiás. o Sebrae trabalha com dados da Receita Federal e a última atualização (maio de 2019), mostra que existem 574.400 empresas ativas no Estado. Destas, 94% são pequenos negócios – 539.196 (MEI, ME e EPP).