
Especialista em inovação, marketing e transformação de negócios mostrou como mudanças no comportamento das novas gerações desafiam empresas a repensar estratégias e antecipar o futuro
Como identificar hoje os sinais que vão transformar os negócios de amanhã? Com provocações sobre comportamento, educação, trabalho e consumo, o especialista em inovação, marketing e transformação de negócios, Romeo Busarello, levou ao público da SuperAgos 2026 uma reflexão sobre as mudanças que já estão redesenhando o mercado, no último dia de evento, dia 24 de setembro.
Na palestra “O Futuro dos Negócios é os Negócios do Futuro”, Busarello chamou a atenção dos empresários e profissionais do varejo para a necessidade de observar tendências antes que elas se transformem em problemas ou demandas urgentes.
“A tendência sussurra e a pendência grita”, resumiu o palestrante, ao defender um olhar mais atento aos sinais de transformação da sociedade e do consumidor.
Entre os exemplos apresentados, Busarello abordou as mudanças na relação das novas gerações com educação, formação profissional e carreira. Citou profissões que enfrentam dificuldades para despertar o interesse dos jovens e mencionou, como exemplo, filhos de professores que não desejam seguir a carreira dos pais. Também destacou a busca por formações mais rápidas e novos caminhos profissionais.

Para o especialista, essas transformações exigem das empresas uma compreensão mais ampla sobre quem serão seus futuros consumidores e também seus futuros profissionais. Uma das provocações lançadas ao público foi: “Como gerar fome para quem tem tudo?”. A pergunta sintetizou um dos desafios apontados por Busarello: estimular interesse, ambição, curiosidade e capacidade de realização em uma geração inserida em um ambiente de abundância de informação e possibilidades.
A disputa pela atenção também ganhou espaço na palestra. “O que te distrai, te destrói”, afirmou, ao abordar um cenário no qual pessoas e empresas convivem com excesso de estímulos e precisam definir prioridades para não perder o foco diante das transformações do mercado.
Busarello também provocou uma reflexão sobre a relação entre profissionais e empresas. “Não deem o sangue, deem o suor para as empresas. É o justo. O sangue é para a família”, disse. A frase reforçou a discussão sobre novos limites na relação com o trabalho e sobre a necessidade de as organizações compreenderem mudanças de valores e expectativas de seus profissionais.
Ao longo da apresentação, o especialista mostrou que inovação não deve ser entendida apenas como adoção de tecnologia. Ela passa pela capacidade de interpretar comportamentos, questionar modelos estabelecidos e perceber mudanças sociais capazes de impactar a forma como as pessoas trabalham, aprendem, escolhem e consomem.
Para o varejo supermercadista, o debate ganha importância diante de um consumidor cada vez mais exposto a novas experiências, canais, tecnologias e formas de relacionamento com marcas e empresas.
A mensagem deixada por Busarello foi um convite para que empresários não concentrem sua atenção apenas nas demandas imediatas da operação. Em um ambiente de transformação acelerada, perceber aquilo que ainda “sussurra” pode ser justamente o que prepara os negócios para aquilo que, amanhã, poderá falar mais alto.
Fonte: Assessoria de Comunicação Agos/ Comunicare
