Carnes, azeites, bebidas e produtos de pequeno porte estão entre os itens mais visados. Assunto é destaque em entrevista à TV Serra Dourada

O furto de uma peça de carne, um vidro de azeite, uma bebida alcoólica ou até mesmo de um carrinho de compras pode parecer um prejuízo isolado, mas a repetição dessas ocorrências representa um problema para os supermercados. Além de comprometer a rentabilidade dos estabelecimentos, os pequenos furtos aumentam os custos operacionais e reduzem a capacidade das empresas de absorver despesas e preservar preços competitivos.
Dados da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) mostram que o índice de perdas operacionais do setor chegou a 1,82% em 2025, considerando furtos, avarias, quebras e outras ineficiências. O percentual ganha relevância quando comparado à margem média de lucro líquido dos supermercados brasileiros, de 2,9% em 2024, conforme o Ranking ABRAS 2025. Embora os indicadores tenham naturezas distintas, revelam o peso das perdas em um segmento que trabalha com margens reduzidas.
Entre os produtos mais visados estão carnes e cortes nobres, azeites, bebidas alcoólicas, chocolates, cafés, produtos de higiene pessoal, suplementos alimentares e outros itens de pequeno porte e maior valor agregado, conforme levantamentos setoriais, notícias e relatos de supermercadistas goianos. A facilidade de ocultação e o potencial de revenda estão entre os fatores associados a essas ocorrências. Outra preocupação é o consumo de alimentos e bebidas dentro dos estabelecimentos sem o devido pagamento.
O problema não se restringe às mercadorias expostas nas gôndolas. O desaparecimento de carrinhos de compras representa outro prejuízo para os estabelecimentos. Dependendo do modelo, um carrinho pode custar entre R$ 500 e R$ 1 mil. Além do impacto financeiro, a falta dos equipamentos prejudica o atendimento e a experiência de compra dos consumidores.
Prejuízos afetam toda a cadeia de consumo
Para a Associação Goiana de Supermercados (AGOS), a recorrência dos pequenos furtos exige atenção não apenas dos empresários, mas também da sociedade e do poder público. O setor supermercadista já enfrenta despesas com mão de obra, energia, logística, tributos e manutenção, além dos custos de aquisição das mercadorias junto aos fornecedores. Nesse cenário, novas perdas comprometem a capacidade de investimento, geração de empregos e manutenção de preços competitivos.
“Os supermercados buscam absorver parte das pressões de custos para evitar repasses ao consumidor. Entretanto, os prejuízos recorrentes reduzem essa capacidade e tornam ainda mais importantes as medidas de prevenção, a investigação das ocorrências e o combate à receptação de mercadorias e equipamentos furtados”, reforça o presidente da AGOS, Sirlei Couto.

AGOS destaca problema em entrevista à TV Serra Dourada
Sirlei Couto abordou a preocupação do setor com os pequenos furtos durante entrevista ao vivo concedida ao repórter Fernando Sousa, da TV Serra Dourada, no programa SBT Notícias Goiás.
A participação levou ao debate público os impactos econômicos dessas ocorrências para os supermercadistas e consumidores, além da importância de ampliar a conscientização da população e fortalecer a atuação das autoridades de segurança pública.
“A AGOS defende que o enfrentamento do problema deve envolver empresários, consumidores e órgãos de segurança, com ações que contribuam para proteger os estabelecimentos, combater a comercialização irregular de produtos furtados e preservar a sustentabilidade de um setor essencial à economia goiana”, afirma o presidente.
Fonte: Assessoria de Imprensa AGOS/Comunicare Comunicação
